Olá gente, tudo bem com vocês?
Confiram a mini resenha, do livro Uma Loucura e Nada Mais.
Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima. Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor. Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith. Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora? Neste segundo livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos conquista com mais um capítulo dessa família que, em meio ao deslumbramento da alta sociedade, busca sempre o amor verdadeiro.
Momentos antes da diligência virar, Judith Law estava imersa em uma divagação que a fez se esquecer da natureza desagradável de sua vida. Pela primeira vez em seus 22 anos, ela viajava de diligência. Logo depois dos primeiros quilômetros na estrada, entretanto, abandonou a ideia romântica de que aquele fosse um modo aventureiro de viajar. Estava imprensada entre uma mulher, cuja circunferência exigia um assento e meio de espaço, e um homem magro e inquieto que, agitando constantemente seus cotovelos à procura de uma posição mais confortável, acertava-lhe de forma nada agradável em lugares muitas vezes embaraçosos. Um homem corpulento roncava sem parar à sua frente, o que aumentava de modo considerável o nível de barulho da viagem. A mulher a seu lado lamentava sua vida para alguém desafortunado ou tolo o bastante para ter feito contato visual com ela. O homem quieto do lado oposto ao de Judith exalava um cheiro insuportável, uma singular fragrância de cebola e alho. A diligência sacudia, vibrava e estremecia a cada pedra ou buraco que encontrava pelo caminho. Ao menos, era o que parecia a Judith.